Nunca fui dessas garotas que sonham com a fama instantânea acompanhada com milhares de flashes. Mas sempre mantive a minha sessão de filmes água com açúcar embaixo da coberta. Nunca sonhei em namorar aqueles homens musculosos, que vivem na academia, usam esteróides e anabolizantes, e fazem as meninas babar. Na minha concepção basta um namorado que tenha alma, e que me ame da mesma forma que eu o amo. Amor recíproco, e só.
Fico indignada com esses barulhos ensurdecedores que inventaram hoje em dia, e chamam de música. Coisas do tipo, ela sai de saia e de bicicletinha, deveriam ser proibidas para melhorar a audição das pessoas no planeta.
Já tentei várias vezes começar um diário, mas acabo fracassando. Porque as minhas emoções não acontecem no mesmo momento em que escrevo minhas palavras. Tenho vida, sou vida, sou máquina em movimento, pensamento em transformação. Mudo constantemente, e o meu coração acompanha o ritmo, mudando junto comigo. Porém acredito que em alguma parte de mim esteja catalogado tudo o que vivi.
Acredito na amizade, na amizade verdadeira. Não há porque se aproximar de alguém por mero interesse. As coisas não funcionam desse modo. E repito, uma amizade só acontece com confiança, e acima de tudo deve ser fortalecida no amor. Que coisa linda é o amor de amigo, felicidade saudável. Alegria borbulhenta, cheiro de terra molhada na janela. Deve ser por isso que as minhas amizades duram tanto tempo, porque são fortalecidas no amor. As amizades que vejo que não valem a pena, apenas me afasto, percebendo que cada um deve seguir o seu caminho, sem mágoas na estrada.
Não compro revistas de moda, nem sapatos da Lady Gaga. Mas amo a minha velha calça verde de moletom desbotada. Nem quero, nem preciso de coisas fúteis, se as minhas virtudes e minhas verdades são minhas companheiras. E sigo acreditando que carrego o mundo aqui dentro.
Deve ser por isso que odeio ser sozinha, mas vez enquanto, preciso da solidão.
[Maria Isabel]
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