terça-feira, 8 de março de 2011

Um brinde ao lápis e ao papel.

Os moderninhos que me desculpem, mas nada substitui o prazer de escrever em uma folha branca com lápis e borracha. Jamais uma página do Word terá o cheiro de uma folha de papel. E como não sou moderninha, mas uma eterna apaixonada por coisas antigas, cá estou. Com minha caneta azul e a minha folha de papel. Sei que irá demorar um pouco para transcrever meus textos para o computador. Entretanto, eu me sinto em paz quando vejo as palavras tomar forma no papel. Elas parecem tão minhas! E verdadeiramente são. Fui eu quem escreveu, foi o resultado do que sentia enquanto estava escrevendo. Que coisa, não? Você sente, escreve, lê, rele. E quando você relê, ás vezes, sente novamente o que sentiu quando escreveu, compreende? Isso acontece muito comigo. Aí entra a magia da escrita. É uma profundidade assustadora, ínfima e cheia de vida. Só a leitura, e este verbo tão significante, escrever, tornam o ser humano digno do progresso. Como uma mão entrando e pulsando o coração, e lendo as pessoas por dentro, desvendo medos e mistérios, fantasias e amor, isso é o verdadeiro sentido do escrever. Vomitar o seu ser através das palavras, e se todos fossem capazes de fazer isso, o mundo seria outro. Acredite. Retomando o meu amor pelo papel... Desde que o mundo é mundo a escrita se fez necessária. Feito rocha construtiva as palavras moldaram o homem ao mundo. Duas grandezas diretamente proporcionais, que crescem juntamente, uma precisa da outra. Quando minha alma está em êxtase ela pede, grita, implora insistentemente "escreva, escreva". Todo o meu sistema nervoso se agita e vou à busca de palavras, mesmo já estando acumuladas dentro de mim. É como uma droga, a cada vez que ingiro mais eu preciso dela. Com o perdão da palavra. Escrever é uma droga da qual sou dependente química. Sim, eu preciso irremediavelmente dela todos os dias da minha vida.

[Maria Isabel]

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