domingo, 30 de janeiro de 2011

Reencontro.


Coração em festa, felicidade que transborda, alegria inquieta, vontade de sair gritando pelo mundo toda a vibração do meu interior. Eu não digo dessas alegrias como ganhar um presente no dia de Natal, ou ver a plantação de rosas florirem. Eu me refiro à alegria do reencontro, do reencontro de almas. De almas interligadas por esses laços sentimentais.

Não há nada mais sublime do que rever quem a gente ama. Voltar a sentir os cheiros há tanto tempo distantes. Morar nos abraços que nunca queríamos ter saído. Olhar de perto os rostos amados, as marquinhas dos dedos, o brilho dos olhos, a maciez do contato com a pele do outro, o mesmo cheirinho na nuca.

Encontrar pessoas é bom, conhecer é melhor ainda. Mas não existe comparação para o reencontro. Rever alguém que desde sempre faz o seu coração vibrar. Reencontrar envolve fatores históricos, emocionais, sentimentais. Um reencontro é um momento onde as peças vistas sabem exatamente o peso de tudo aquilo. É o desembarque da saudade, tanta falta reprimida no peito escorre pelas lágrimas através dos olhos. A saudade sufoca, pode sufocar durante anos ou décadas, mas somente no reencontro ela é mandada embora. O reencontro é o exterminador da saudade, basta pensar nele, e no seu poder definitivo sobre a falta de alguém. Cá entre nós, se a saudade fosse humana, ela sonharia a vida inteira com o reencontro. A sensação do friozinho na barriga, o coração saltitando, a magia da espera, os ponteiros que parecem parar no relógio. Um conjunto universo que faz disso tudo um ensaio para o reencontro.

E agora, meu coração caminha mansinho. Segue com o doce trazido pelo reencontro de quem eu sempre amei , amo, e vou seguir amando. Alma sossegada, e vamos esperar só um pouquinho para a saudade já vir e se instalar de novo. E assim continua o ciclo... O ciclo duradouro, do mesmo amor de sempre.

[Maria Isabel]

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