quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sobre os ditados populares: antes tarde do que nunca

Somos feitos de instantes, ouvi dizer. Instantes que se propagam na dimensão em que nos permitimos viver, sentir, sonhar e amar. Instantes que nos amarram no tecido dos dias, no decorrer das horas. Belos são os instantes que por serem instantes são eternos. Que bonito tudo o que se propaga assim ao acaso e por instantes tão infinitos dentro de si.
Benditas sejam as surpresas do meio do caminho, como aquela que te colocou no mesmo lugar que eu, por um descuido ou um encontro casual. Que bonito te beijar algumas horas antes do seu avião partir. E enquanto você voava, eu sonhava estar voando ao olhar tudo o que faz com que eu lembre de ti. Você ainda não sabe, mas quem sabe com o tempo eu te diga que abraços demorados e beijos em rodoviárias e aeroportos são vontades imensas que ainda espero viver diversas vezes.
Doce vida que me presenteou com teu abraço calmo, e sem mais delongas como você mesmo disse (com aquela cara de quem esquece a camiseta preferida no fundo do armário porque tem preguiça de lavar): vou-me-lembrar-de-você-quando-pensar-em-você.  
Enquanto isso vê se não demora pra voltar. Somos instantes, e que os futuros instantes venham com você. 

[Maria Isabel]

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