Somos feitos de instantes, ouvi dizer.
Instantes que se propagam na dimensão em que nos permitimos viver, sentir,
sonhar e amar. Instantes que nos amarram no tecido dos dias, no decorrer das
horas. Belos são os instantes que por serem instantes são eternos. Que bonito
tudo o que se propaga assim ao acaso e por instantes tão infinitos dentro de
si.
Benditas sejam as surpresas do meio do
caminho, como aquela que te colocou no mesmo lugar que eu, por um descuido ou
um encontro casual. Que bonito te beijar algumas horas antes do seu avião
partir. E enquanto você voava, eu sonhava estar voando ao olhar tudo o que faz
com que eu lembre de ti. Você ainda não sabe, mas quem sabe com o tempo eu te
diga que abraços demorados e beijos em rodoviárias e aeroportos são vontades imensas que ainda
espero viver diversas vezes.
Doce vida que me presenteou com teu abraço
calmo, e sem mais delongas como você mesmo disse (com aquela cara de quem esquece a
camiseta preferida no fundo do armário porque tem preguiça de lavar): vou-me-lembrar-de-você-quando-pensar-em-você.
Enquanto isso vê se não demora pra voltar.
Somos instantes, e que os futuros instantes venham com você.
[Maria Isabel]
[Maria Isabel]
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